sábado, 30 de maio de 2009

Rita Lee em Porto Alegre - Por Lucas Rohãn


Rita Lee em Porto Alegre - Por Lucas Rohãn

Ela apareceu, linda e estilosa como sempre. A calça xadrez vermelha, o tênis vermelho e um coração estampado no lado esquerdo do peito combinavam com os cabelos e os óculos, marcas registradas Dela.

Cantou Flagra, Nem Luxo, Nem Lixo e Saúde, antes de dar “buenas” aos gaúchos. Lembrou do tempo que não pisava no Teatro do Bourbon.

Depois, voltou a cantar Cor de Rosa Choque, “música de peruas”, mixada com “Todas as mulheres do mundo”.

Gargalhadas gerais na brilhante execução de Vingativa, das frenéticas. Nessa música, em especial, o destaque para a bela voz e interpretação de Rita Kfouri, uma das backs. O Bode e a Cabra, de Renato e Seus Blue Caps e Roll Over Beethoven, do Chuck Berry, completaram os covers do show.


Impossível falar de um momento desses sem pinçar impressões pessoais. Fã de Mutantes que sou, ouvir Baby na nova roupagem apresentada por Rita foi emocionante. Ao final, trechos de outras músicas do grupo que revelou Rita Lee, fizeram aparecer algumas lágrimas. Não tive tempo de olhar ara outros rostos, mas acredito que eu não tenha sido o único. Mesmo Rita usando uma peruca Wanderléia, o riso misturava-se com a emoção.

Ovelha Negra e Agora só Falta Você encerraram o show.

Cantou apenas Mania de Você, Erva Venenosa e, claro, Lança Perfume/Chiquita Bacana. Não ouviu pedidos da platéia. Depois de 2 horas de show, demonstrava estar cansada e louca para encerrar a brincadeira. Tanto que, ates do bis, a banda começou Erva Venenosa, mas Rita não cantou.

Os atentos ainda perceberam um curto momento de grosseria de Roberto de Carvalho, quando gritou com alguém da banda: “Aumenta o click, porra!”.

Beto Lee, por outro lado, estava muito simpático. Participava das brincadeiras de Rita e até revelou o time do coração da sua esposa gaúcha: Grêmio.

Ao final, um grupo de fãs esperou mais de uma hora para ser recebido no camarim, mas isso não aconteceu. Apenas poucas pessoas (duas ou três) cruzaram a barreira dos seguranças e subiram ao camarim. Se encontraram Rita ou não, é outra história.

De todo o show, o que achei mais bacana (por não achar outro adjetivo), foi a substituição de Bwana por Obama. “Obama, Obama/Me chama que eu vou”. Muito bom.

No geral, Rita Lee demonstrou mais uma vez que tem carreira consolidada e que não precisa fazer mais nada para agradar os fãs. Poucas músicas inéditas, sem atender pedidos da galera, sem receber ninguém... Mas quem liga?

Sou um grande fã Dela, mas me satisfaço em ouvir suas músicas quando quero, assistir aos DVDs, ir a alguns show e ponto. Creio que tietagem demais é ruim para o fã e ruim para artista.

Viva Rita Lee, tic! Hare Baba!


Lucas Rohãn - www.lucasrohan.blogspot.com



Próximo PiC NiC - BH


Junho | 2009

Embratel apresenta: Rita Lee - Turnê Pic Nic


05 de junho - sexta-feira
Horário:
22:30


Preço:
Cadeiras Numeradas:
1º Setor: R$120,00 – inteira / R$60,00 – meia
2º Setor: R$100,00 – inteira / R$50,00 – meia

Arquibancada:
1º lote: R$80,00 – inteira / R$40,00 – meia
2º lote: R$90,00 – inteira / R$45,00 – meia


Piso:
3º - Arena

RITA LEE em PIC NIC
Rita Lee está chegando a Belo Horizonte, no próximo dia 05 de junho, no Crevrolet Hall, com seu show PICNIC.

Registrado em CD/DVD pelo Multishow em janeiro de 2009, Pic Nic comemora os 40 anos de carreira da maior roqueira brasileira de todos os tempos e já percorreu o Brasil, fazendo seu pitstop também no exterior.

O roteiro do show traz sucessos de todas as fases de sua carreira com lugar cativo no gosto do público, além de músicas que há bastante tempo não canta ao vivo, como "Bwana"(que ganhou nova versão: "Obama"), "Cor de Rosa Choque", a novíssima "Tão" e as releituras da clássica "Baby", de Caetano Veloso, da divertida "Vingativa", das Frenéticas, e "I wanna hold your hand", dos Beatles, que recebe versão intitulada "O bode e a cabra", e vem vestida de forró.

No palco, Rita está acompanhada das guitarras e vocais de Roberto de Carvalho e Beto Lee, Brenno di Napoli no baixo, Edu Salvitti na bateria, Danilo Santana nos teclados, Débora Reis e Rita Kfouri nos vocais. Um espetáculo vigoroso, romântico, bem humorado, dançante e inesquecível! Um show imperdível para quem gosta da crème de la crème da música brasileira.

PIC NIC – O SHOW

Em seu show Pic Nic, que teve estréia nacional em janeiro de 2008, Rita Lee convida os fãs a saborear a cesta de guloseimas musicais de seus 40 anos de estrada. Acompanhada por uma banda afiada, com produção sutil e de bom gosto, Rita está em casa no palco.

Passeando entre seus rock´s, baladas, canções pop, Rita agrada a gregos e troianos, adolescentes e vovôs, com o talento e espirituosidade de sempre. Painéis de led de alta definição formam o vídeo-cenário, exibindo imagens criadas especialmente para o show pelo Estúdio Bijari e Suat Filmes.

O show tem direção geral de Rita Lee e Roberto de Carvalho e direção musical de Roberto de Carvalho.



Classificação:
16 anos - haverá venda de bebidas alcoólicas

Informações:
(31)3209-8989

Relembrança - PiC NiCs


Saudade desse ônibus circulando pelas cidades do estado de SP!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Memórias - Como é bom!





Como é bom recordar algumas coisas boas do nosso passado.
Mesmo que o próprio nome diz: passado; algo de bom sempre é bom ter em nossa mente e também em nossos corações.




Sei que vão me malhar por voltar à época dos Mutantes. Mas, não quero reviver os Mutantes, e sim reviver a beleza que é nossa Rita Lee. Linda até hoje! Um olhar de MATAR!!

Um pouco de PiC NiC em Pelotas.



Assistindo aos vídeos publicados no Youtube podemos observar que ELA parece estar completamente curada da hérnia e da operação realizada, pois não cantou nenhuma música sentada. É isso aí! Rita Lee cada vez mais forte e Maravilhosa!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Vídeos - Araçatuba 23/05/2009

E o agradecimento saiu até no jornal!!


Clique na foto para AMPLIAR.

Podem falar a vontade, mas que A RITA me agradeceu pelas flores lá no palco, isso é verdade (saiu até no JORNAL), e de que, várias vezes ela olhou em meus olhos e piscou; ahh... isso é a pura verdade! E para mim foi MUITO importante.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

domingo, 24 de maio de 2009

Pós PiC NiC em Araçatuba


Mais um PiC NiC? Claro! Dessa vez foi em Araçatuba, SP; foi a melhor parte do sonho que se realizou, show na minha cidade e ainda com oportunidade de ver bem de pertinho essa pessoa de luz!

Fui para o hotel quase perto da hora em que ela sai para a passagem de som; esperei algum tempo no saguão do hotel (é a cara da Rita por sinal, ela adora morar no meio do mato, esse hotel é uma delícia!). Por volta das 18:00 horas ela aparece na recepção, já meio atrasada; foi aí que eu, modestamente e facilmente consegui entregar as rosas e meu carinho para ELA. Foi quando ela me perguntou se eu morava aqui, me beijou, beijou, me esfregou e apertou meu rosto!! Foi D I V I N O!

Depois, parti para meu segundo encontro, o show. Ela estava LEENDA, como sempre. Maravilhosa! Interagiu completamente com o público dizendo que ela não perde a novela das oito e que Araçatuba rima com suruba, e o público delirou!

O mais interessante e o que me espantou nesse show foi a educação do público. Ninguém a puxou e tentou “subir” no palco (que era baixíssimo por sinal). Foi um belíssimo show!

Depois de um bom papo com o público ela me agradeceu pelas flores no meio de todo mundo!! E logo mais adiante ainda me deu sua palheta exclusiva e personalizada! Só eu ganhei, dessa vez ela não deu mais nenhuma.

No meio do Banho de Espuma, Cor de Rosa Choque, Saúde, Roll Over Beethoven, Ando Meio Desligado, Mania de Você, Lança Perfume, Doce Vampiro, Chiquita Bacana fez, sem dúvida, o público levantar no Ovelha Negra!

Ela estava radiante, alegre, só cantou uma música sentada, o resto foi do jeito à lá Rita Lee

E assim foi mais um PiC NiC na cidade da suruba! Meu próximo PiC NiC é em Curitiba!

See you!

PS: Faltou também as batidas que ela deu em minhas mãos!!


sexta-feira, 22 de maio de 2009

A mais completa tradução Rita Lee dá entrevista ao vivo pela primeira vez em 12 anos e fala sobre sexo, drogas e rock'n roll


SÃO PAULO - Rita Lee resolveu quebrar um jejum de 12 anos sem dar entrevistas pessoalmente. A deixa foi o lançamento do DVD "Multishow ao vivo", pela gravadora Biscoito Fino. Apesar de estar com uma forte gripe, a compositora e cantora recebeu a reportagem do GLOBO no estúdio que tem anexo à sua casa em São Paulo. Vestida com uma calça multicolorida, camiseta preta e, por cima, para se aquecer no frio paulistano, uma camisa larga de flanela, ela estava bem-disposta e teve paciência para responder a perguntas por mais de uma hora, sempre solícita. Falou de sexo, drogas e rock 'n' roll sem pudores e com seu peculiar senso de humor.
Mas não deu sinais de pretender abandonar seu meio de comunicação favorito com a imprensa, o e-mail.


Como foi selecionado o repertório do DVD "Multishow ao vivo"?
RITA LEE: A gente estreou a turnê "Pic nic" em janeiro de 2008. De lá para cá, para não ficar aquela coisa retinha, certinha, começamos a tirar e a pôr músicas, também acompanhando pedidos do público. Para o especial, fizemos um esqueleto dos hits que todo mundo quer ouvir e que a gente não sai do palco sem tocar, como "Ovelha negra", "Doce vampiro", "Lança-perfume". As outras, a gente tirava e punha, como "Mutante" e "Cor de rosa choque", que fazia tempo que não cantava.

Uma das inéditas é "Insônia". Você sofre de insônia?
RITA: Sofria. Pastei demais. Na época do "Saia justa" (de 2002 a 2004, Rita foi uma das apresentadoras do programa do GNT) era uma coisa... Tentei de tudo, menos remédios, porque não posso tomar, acabo tomando a farmácia inteira, não sei quando parar. A mesma coisa com bebida, com tudo. Ou fico careta ou caio de boca. Na época da insônia eu já tava careta. Estou careta há três anos e meio, desde que nasceu minha neta. O nascimento dela foi um marco zero, pensei: "Onde estou? Esse filme, eu já vi muito". Mas a tomação tem um preço. Quando você para, é insônia total. Aí comecei a perceber que a insônia era uma namorada. Tinha um lado de rolar na cama, e ela está lá.

Você está totalmente careta, nem um vinho de vez em quando? RITA: Não posso nada. Sou alcoólatra, então bebeu o primeiro, f... Meu pai e meu avô eram alcoólatras, minha irmã morreu de alcoolismo, overdose. Quando comecei a fazer a turnê do "Bossa 'n' roll", baixou um Vinicius de Moraes, e eu estava ali com um uisquinho. Álcool é a droga mais pesada que já experimentei. E tem essa hipocrisia de ser liberado, "Se beber, não dirija". Isso tudo é cínico. Ou libera tudo ou proíbe tudo. Quando nasceu minha neta, eu tava em um hospício. Porque rehab para mim é hospício, lugar de gente louca, que tem compulsão a tudo: comida, sexo, jogo, álcool, drogas. Mas não me arrependo de ter feito tudo o que fiz, de ter tomado tudo o que tomei, de ter passado pelas esquinas por onde andei. Não tenho discurso de madalena arrependida. Teve um lado bom de alcançar um arquivo que eu jamais alcançaria careta. Mas é perigoso. Você consegue coisas maravilhosas, música, letra, a ousadia. Mas você abre a guarda e, nessa, vem o outro lado da moeda, que é o escuro. Era uma coisa Luke Skywalker, agora é Darth Vader.

Como é trabalhar em família, com seu filho Beto Lee e o marido, Roberto de Carvalho?
RITA: É o pai, o filho e a espírita santa (risos). É muito bom. Antes de o Beto ser meu filho, ele é um grande guitarrista. Vê-lo ao meu lado é muito louco. Lembro-me do Beto na coxia em um show há anos, no Maracanãzinho, com uma guitarrinha de plástico. Ele atravessava o palco na maior. É normal ele estar do lado. Adoro os solos dele, fico babando, como mãe coruja e colega de trabalho que aprecia. E, do outro lado, o pai dele, nossa, é tão bom. Porque eles me dão uma segurança bacana, de "vamos nessa, mãe".

Em suas composições recentes "Tão", "Se manca" e "Insônia" há algo de reclamação, de resmungo. Você está numa fase reclamona?
RITA: É coisa de idade. Sabe velho rabugento? A gente fica reclamão, implicante pra caramba. Reclamo de sair da minha casa. Aí eu falo, "putz, vou pegar avião". Tenho medo, pavor. Quando eu enchia a cara, tudo bem. Mas agora, careta, tenho pânico, não acredito em avião. Acredito em disco voador, já vi, até. No hotel, olho para o travesseiro e falo: "Está cheio de ácaro de alguém, de outras pessoas, não os meus". O barulho da geladeira no hotel... Vou reclamando até pisar no palco. No palco, acaba tudo. É muito louco. Palco é realmente outro planeta.

Como é viver um casamento de 33 anos?
RITA: Não tem receita. Tem mudanças, fases. Como naqueles joguinhos em que a gente passa de uma fase para outra. No começo, tinha aquela coisa de ciúme, aquela trepação de coelhinho. Agora é menos quantidade e mais qualidade. É uma coisa mais sutil. Ele é muito romântico, manda flores toda semana. A gente combina. Eu escrevo uma letra, e ele vem com uma música. É uma aventura morar, compor, ter tido filhos com ele.

E essa sua carioquice recente?
RITA: Meu amor pelo Rio vem desde criança. As primeiras lembranças que tenho, ainda vivas, são um filme em branco e preto. A calçada de Copacabana, a Guanabara, a Nara (Leão), que rima com Guanabara, a bossa nova, concurso de miss no Maracanãzinho, bailes de carnaval no Municipal, com aquelas estrelas de Hollywood, e, de repente, chegava Luz Del Fuego, abria o casaco, estava pelada e roubava a cena de todo mundo. Isso só acontecia no Rio quando era capital. Depois que a capital passou a ser Brasília, o Rio de Janeiro foi absolutamente abandonado. Isso é terrível. O Rio é o cartão-postal do Brasil, a capital do país de verdade. Tinha que voltar a ser capital federal, seria engraçado, leve, a cara do Brasil.

A relação com gravadoras é complicada? RITA: Com a Biscoito Fino, não. Em gravadora sempre tem aquele produtor que tem um cunhado compositor, ele quer enfiar uma música dele no CD. É o fim da picada, mas eu sempre tirava isso de letra. Agora a Biscoito não é uma major, é uma coisa de amigo. São todos meio chegados, a gente pode dizer o que quer, e não se metem. Sempre fiz o que eu quis e briguei muito em gravadoras porque eram incompetentes. Não entendiam, não investiam nas pessoas certas, que mereciam. Depois, com o tempo, virou aquela clonagem. Ivete Sangalo deu certo, maravilhosa, vieram os clones. O mesmo com dupla sertaneja. Então as gravadoras ficaram clonando em vez de ver os alternativos, a meninada. Aí apareceu a internet, e eles se f...

O que você acha de pirataria, downloads na rede?
RITA: Adoro. Eu faço e pode fazer das minhas coisas tranquilo. É uma vitrine, tá ali. É assim que está, é muderno. Toma chocolate e no paga lo que debes. Porque chocolate é de graça agora. Acho simpático, democrático. Agora você ganha grana em show, porque disco não vende, é só baixar. Em show você ganha, porque não tem uma Rita Lee pirata cantando.

Quais são seus novos projetos?
RITA: Quero fazer um trabalho de inéditas e retomar aquela ideia de bossanoviar. Queria bossanoviar músicas de cinema brasileiro, italiano, americano. Isso é um projeto paralelo. Outro é fazer música instrumental, como é só isso que ouço, tenho vontade. Para o disco de inéditas, já temos o material, o negócio agora é parar entre um show e outro, garimpar as melhores e gravar. A gravação do DVD, no Vivo Rio, apresentou um problema que tem sido rotina, da repetição de algumas músicas. O que você acha disso? RITA: Isso é insuportável, brocha pra caramba. Mas não tem outro jeito. As pessoas que estão assistindo são avisadas de que é gravação, mas para nós, que estamos no palco, é uma brochada legal.

Há mais de dez anos você não fala pessoalmente com jornalistas. Por quê?
RITA: Faz 12 anos que não falo com repórteres. Falo por e-mail, acho tão mais confortável. É mais prático, é moderno, você não sai daí do seu lugar, eu não saio do meu, não tenho que passar batom, você não tem que enfrentar trânsito. Mas muita gente se queixa: "Ah, eu queria olhar cara a cara". Mas para que olhar cara a cara? Para ver minhas rugas? E eu olhar para você para quê? Para sentir o bafo? Não é legal, desconcentra. Escrevo muito melhor que que falo, e, se na primeira rodada de perguntas não deu, fazemos outras, até esgotar. Sua palavra não é distorcida. E eu odeio telefone.

Íntegra: OGlobo

Novo DVD traz show gravado no Rio de Janeiro

Rita Lee comanda a festa com hits e cores
Novo DVD traz show gravado no Rio de Janeiro

Quando Rita Lee abre sua cesta de guloseimas musicais, serve ao público uma seleção de sucessos que habitam o inconsciente coletivo há mais de 40 anos. Ali, no palco, está parte da trilha sonora da história recente do país. Esse retrato sério fica guardado para os livros, já que no palco o que Rita quer saber é de uma boa festa, como essa que está no DVD e CD Multishow ao vivo Rita Lee, lançado pela Biscoito Fino.

Seus hits são o prato principal da festa. E tome o pop alegre de Flagra, as caras e bocas de Erva venenosa, a liberdade de Agora só falta você e a balada Mutante, há muito tempo fora do repertório, e aqui com palco aberto para Rita garantir: "Eu sou mutante". Hino de várias gerações, Ovelha negra pega pela emoção. Enquanto Rita canta, os telões mostram fotos históricas de sua vida e carreira. Passa por momentos inesquecíveis sem nostalgia, apenas com certeza de que tem ali uma história bonita pra ser contada.

O carnaval moderno de Lança perfume se casa aos confetes da clássica Chiquita Bacana. A mulher objeto de Bwana ganha contornos políticos globalizados. Filha de pai americano, Rita tem legitimidade para cantar e puxar o coro cheio de esperanças "Obama, Obama / Me chama que eu vou". Outras mulheres chegam mais ao estilo-Lee em um medley que casa Cor de rosa choque com Todas as mulheres do mundo.

A produção recente da compositora irreverente entra com o hit Tão, homenagem sob medida para as chatas de plantão. A musa inspiradora dessa letra nunca foi identificada, mas basta abrir as revistas ou olhar em volta: elas estão em todas as partes. E abre alas para as duas inéditas da noite. Insônia, personificada, insiste em um triângulo com a autora e o príncipe Morfeu. Já Se manca, composição de Rita com o filho Beto, volta a exorcizar as pesadas malas da vida: "Se manca neném / gente chata a gente trata com desdém".

A salada de Rita abre espaço para outros compositores. Em Baby aproveita para lembrar os loucos anos de tropicalismo incluindo citações a Batmacuba, Domingo no parque e Alegria alegria. E por que não? A roqueira que está ali no palco faz parte dessa história e é a protagonista de uma linguagem pop-rock-brasileira. Mas ela ainda vai mais fundo, e se diverte homenageando Chuck Berry em Roll over Bethoveen. Dá um salto no tempo e lembra a farra das Frenéticas,com uma impagável releitura para o bolerão Vingativa, aqui com toques de performance do Locomia.

Os Beatles, que já foram inspiração para um álbum inteiro, voltam ao baile. Dessa vez no baião O bode e a cabra (com direito até a chapéu cangaceiro no figurino). A hilária versão para I wanna hold your hand estava proibida desde 2001. Mas agora ganhou autorização e vai para o disco.

E nem só de música vive o espetáculo de Rita Lee. Painéis de alta resolução colorem a festa com animações gráficas feitas sob medida. Rita, que sempre foi adepta das grandes produções, dessa vez aposta alto em tecnologia para ornamentar sua festa. Cores, formas e imagens comentam as músicas e preparam ambientes divertidos pra Rita se soltar. Mas não há luz que consiga ofuscar o brilho de Rita no palco. A simples presença de espírito-e-corpo já garantem a alegria que o Brasil descobriu há 40 anos. Guitarra na mão, língua afiada carregando um humor único e uma imensa.

A turnê Pic Nic, show base desse DVD/CD/especial de TV, caiu na estrada para comemorar números redondos: 60 anos de vida e 40 de carreira de Rita Lee. O lançamento do registro chega com outra nobre comemoração. Em 2009 a dupla dinâmica que Rita formou com Roberto de Carvalho celebra 30 anos, contados a partir do lançamento do antológico LP que traz Mania de você, ausência no repertório compensada pelo público que canta a música no final fazendo justiça com as próprias vozes. Volta a 1979: Rita grávida, doce com sua flauta, Roberto entrando em cena oficialmente armado com sua guitarra. A história naquele ponto começava a escrever um novo e inesquecível capítulo. A trilha sonora todos conhecem.

A cena corta e volta para o presente. Vivíssima e cheia de graça, Rita entra no palco hi-tech para fazer um imenso público feliz. O CD/DVD é a cereja que faltava nesse bolo.

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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Entrevista Rita Lee - Folha da Região, Araçatuba

SHOW

Reinventando-se

Fernanda Mariano
Marcos Hermes/Divulgação

Araçatuba - Sem lero-lero, para tirar Araçatuba e região do sério; com saúde e cheia de graça, a cantora Rita Lee promove seu "PicNic" neste sábado (23), às 22h, no Vívere Eventi. O show, gravado e lançado em CD e DVD, com especial para o Multishow, comemora os 40 anos de carreira da roqueira mutante, eclética, multicolorida.


Com canções de várias fases de sua trajetória, revisitando e reinventando coisas como "Bwana" (que ganhou nova versão: "Obama"), ela conduz o evento acrescentando novidades, como "Tão" - uma homenagem às "chatonaldas".


O piquenique é familiar, contando com as guitarras e vocais do marido, Roberto de Carvalho, do filho Beto Lee, e dos companheiros fiéis, Brenno

di Napoli, no baixo, Edu Salvitti, na bateria, Danilo Santana, nos teclados, Débora Reis e Rita Kfouri nos vocais.

Usando de humor, que lhe é peculiar, e reforçando a personalidade característica, a cantora trocou e-mail com a reportagem - o meio que, há tempos, escolheu para interagir com a imprensa.


Entre o desejo de ser abduzida por um disco voador e ação feminina, pediu por menos blablablá e mais ação para a preservação do Planeta.
Com você, Rita Lee.

O que já degustou neste "PicNic" pelo Brasil? Quais frutos destaca deste trabalho?
Fernanda querida, desde que a turnê "PicNic" estreou em janeiro de 2008, passamos por vários lugares do Planeta e, em todos, os show

s nunca se repetiam. Até agora não deu para cansar porque tiramos e colocamos músicas, mudamos os arranjos e assim nada fica fixo; os públicos são diferentes e nós escolhemos o repertório conforme o humor do dia.

Filha do Tropicalismo, já enveredou por diversos gêneros. Com bagagem de mais de 40 anos de estrada, e diversas experiências musicais, como avalia o rock e a MPB contemporâneos?

Tudo continua diferentemente igual ou igualmente diferente, ou seja, o Brasil é um celeiro de talentos e também de chatonaldos. Rola de tudo no salão.
Se você não gosta de um cantor /cantora / banda é só desligar os ouvidos, e se gosta então aumente o volume.

Intérprete, produtora, compositora, esposa, mãe, avó, apresentadora, eventual atriz, escritora de livros infantis, o que falta para Rita Lee?

Ser abduzida por um disco voador.

E se não fosse a artista que é, como gostaria que estivesse a sua vida? Que rumo teria tomado?
Gostaria de ter feito veterinária ou enfermagem.

Você já disse que lida com o estresse desde quand

o nasceu. Daí "Superestafada", feita nos anos 70? Como lida com a tal globalização, hiperatividade e emergencialismo característicos da sociedade atual?
Com a idade, a gente aprende a tolerar mais o mundo e as pessoas por meio de um distanciamento, uma leveza de viver, sabendo que nada é tão importante e que o universo é impermanente.

O que é ser femealista (expressão criada pela artista)?

É entender que o sexo feminino não precisa mais tirar o sutiã no meio da rua, enquanto os machos ficam boquiabertos com as mulheres gostosas e rebolativas. As fêmeas silenciosas e inteligentes tomam o poder.

Das coisas de mulher à conversa com marciano, já cantou sobre vários temas. Falta algum? O que teria para dizer hoje?
Enquanto eu estiver viva o que me cerca é mais

do que suficiente para alimentar minha inspiração.

Na atualidade, quais são as principais lutas da humanidade, principalmente dos brasileiros e das mulheres?
Os terráqueos, sejam de qualquer sexo, raça, religião, etc, têm que parar com reclamações, menos papo e mais ação. De nada adianta discursinhos, precisamos agir antes que nosso planeta azulzinho vá para o beleléu junto com os passageiros que nele habitam.

Serviço

O show com a cantora Rita Lee será neste sábado (23), às 22h, no Vívere Eventi (r. Tiradentes, 300, Centro, Araçatuba). A casa será aberta às 20h.

Há ingressos em setores diferenciados, que vão de R$100 a R$180; meia-entrada para o mesanino. Assinante da Folha da Região com cartão Folha Vip têm 20% de desconto no mesanino. Informações: (18) 3301-7649.

Foto do Jornal. Clique para Ampliar.


quarta-feira, 20 de maio de 2009

Insônia
Rita Lee - Roberto de Carvalho

Insônia
Minha namorada, insônia
De madrugada
Rolando na cama
Estou tão cansada
Mas ela me chama
Insônia

Quarto escuro
De olhos abertos
Acendo o abajur
Ela sorri
E chega mais perto

Eu bocejo
Eu desejo morfeu
Ela tem ciúme
Me olha e diz
Ou ele ou eu

Insônia my dear
Eu quero dormir
Insônia my dear
Eu quero dormir
Insônia my dear
Eu preciso dormir
Insônia my dear

Insônia
Minha namorada
Insônia de madrugada
Já passa das seis
Ela me chama
E me ama outra vez
Insônia

Quarto escuro
De olhos abertos
Acendo o abajur
Ela sorri
E chega mais perto

Eu bocejo
Eu desejo morfeu
Ela tem ciúme
Me olha e diz
Ou ele ou eu

Hotsite Multishow Ao Vivo Rita Lee
















terça-feira, 19 de maio de 2009

Revistas - Rita Lee


Revista Amiga 369 08 Junho 1977 Novela Duas Vidas A
Marco Mattos

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Próximo Show: Araçatuba, SP.


O show será realizado no Vívere Eventi em Araçatuba.

Dia 23 de Maio.


Mesa Vip Premium - R$ 180,00
Mesa Vip - R$ 150,00

Mesa lateral - R$ 120,00

Mezzanino Vip - R$ 120,00

Mezzanino - R$ 100,00


Vendas no site Ingressorápido

Obs: Quem é assinante do jornal Folha da Região e tem o cartão Folha VIP tem um desconto de 20% no valor do Mezanino VIP e Mezanino. Estudandes, professores da rede pública e pessoas com mais de 50 anos pagam 50% do valor do Mezanino e Mezanino VIP.