sábado, 30 de maio de 2009

Rita Lee em Porto Alegre - Por Lucas Rohãn


Rita Lee em Porto Alegre - Por Lucas Rohãn

Ela apareceu, linda e estilosa como sempre. A calça xadrez vermelha, o tênis vermelho e um coração estampado no lado esquerdo do peito combinavam com os cabelos e os óculos, marcas registradas Dela.

Cantou Flagra, Nem Luxo, Nem Lixo e Saúde, antes de dar “buenas” aos gaúchos. Lembrou do tempo que não pisava no Teatro do Bourbon.

Depois, voltou a cantar Cor de Rosa Choque, “música de peruas”, mixada com “Todas as mulheres do mundo”.

Gargalhadas gerais na brilhante execução de Vingativa, das frenéticas. Nessa música, em especial, o destaque para a bela voz e interpretação de Rita Kfouri, uma das backs. O Bode e a Cabra, de Renato e Seus Blue Caps e Roll Over Beethoven, do Chuck Berry, completaram os covers do show.


Impossível falar de um momento desses sem pinçar impressões pessoais. Fã de Mutantes que sou, ouvir Baby na nova roupagem apresentada por Rita foi emocionante. Ao final, trechos de outras músicas do grupo que revelou Rita Lee, fizeram aparecer algumas lágrimas. Não tive tempo de olhar ara outros rostos, mas acredito que eu não tenha sido o único. Mesmo Rita usando uma peruca Wanderléia, o riso misturava-se com a emoção.

Ovelha Negra e Agora só Falta Você encerraram o show.

Cantou apenas Mania de Você, Erva Venenosa e, claro, Lança Perfume/Chiquita Bacana. Não ouviu pedidos da platéia. Depois de 2 horas de show, demonstrava estar cansada e louca para encerrar a brincadeira. Tanto que, ates do bis, a banda começou Erva Venenosa, mas Rita não cantou.

Os atentos ainda perceberam um curto momento de grosseria de Roberto de Carvalho, quando gritou com alguém da banda: “Aumenta o click, porra!”.

Beto Lee, por outro lado, estava muito simpático. Participava das brincadeiras de Rita e até revelou o time do coração da sua esposa gaúcha: Grêmio.

Ao final, um grupo de fãs esperou mais de uma hora para ser recebido no camarim, mas isso não aconteceu. Apenas poucas pessoas (duas ou três) cruzaram a barreira dos seguranças e subiram ao camarim. Se encontraram Rita ou não, é outra história.

De todo o show, o que achei mais bacana (por não achar outro adjetivo), foi a substituição de Bwana por Obama. “Obama, Obama/Me chama que eu vou”. Muito bom.

No geral, Rita Lee demonstrou mais uma vez que tem carreira consolidada e que não precisa fazer mais nada para agradar os fãs. Poucas músicas inéditas, sem atender pedidos da galera, sem receber ninguém... Mas quem liga?

Sou um grande fã Dela, mas me satisfaço em ouvir suas músicas quando quero, assistir aos DVDs, ir a alguns show e ponto. Creio que tietagem demais é ruim para o fã e ruim para artista.

Viva Rita Lee, tic! Hare Baba!


Lucas Rohãn - www.lucasrohan.blogspot.com



3 comentários:

@lucasrohan disse...

esqueci de dizer que o beto lee achava que estava na sibéria... uhauhauhauhaahauhaa

Pedro disse...

Eu percebi.............
Todo capotado!!!

Pedro disse...

A melhor parte foi o "Aumenta o click *****" Do Roberto. haha